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Antropologia Visual ABA

 

DOC ON-LINE - Revista

Digital de Cinema Documentário

 

Laboratório de Imagem e

Som em Antropologia

 

LAU - Laboratorio de

Antropologia Urbana 

 

NAU - Núcleo de Antropologia

Urbana da Usp

 

Projecto Olhares em Foco

 

Revista Antropologia Visual

 

Revista Proa

 

Revista Studium

INSCRIÇÃO FICHA TÉCNICA LOCAL ACOMODAÇÃO PARA ESTUDANTES PROGRAMAÇÃO EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA MOSTRA DE FILMES PARTICIPANTES PAINEL

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO – UNIFESP Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (Campus Guarulhos)
Endereço: Av. Monteiro Lobato 679. Bairro Macedo CEP 07112-000 - Guarulhos - SP

Segunda-feira 04/11
19h

 

Conferência de Abertura:

 

Slow Research: mining the visual archive
Marcus Banks (Oxford University)

 

In this conference I wish to explore the relationship between change, time, and photography with reference to my own research and that of others. Formal longitudinal research is rare in social anthropology, even more rare in visual anthropology, yet I want to argue for stepping back from the research 'coal-face' periodically, to reassess one's own visual archive, the photographs taken over the years as one visits and revisits a field site. In particular, I draw upon my own reappraisal of photographs I took over twenty years ago and in subsequent years in a small city in northern India.

 

 

Terça-feira 05/11
10h - 12h

 

Fotografia, Arte e Memória

 

O silêncio eloquente das imagens fotográficas e sua importância na etnografia
Sylvia Caiuby Novaes (LISA e GRAVI/ USP)

 

A apresentação procura discutir o estatuto da fotografia por contraposição ao filme na pesquisa etnográfica. Etienne Samain publicou recentemente um livro com o título: “Como pensam as imagens” (Editora UNICAMP, 2012). Segundo este autor, imagens entram em comunicação e dialogam entre si. Por outro lado, creio que fotografias “fazem falar”, apesar de seu silêncio. Diferentemente do vídeo ou filme etnográfico, que vem sendo cada vez mais utilizado em pesquisas, as fotos permanecem mudas. Talvez por isso mesmo as fotografias venham sendo menos utilizadas do que os filmes na antropologia, que permanece, como dizia Mead nos anos 70, uma disciplina de palavras. Procuro retomar na apresentação uma experiência recente com alunos de graduação em Ciências Sociais: um curso, por mim ministrado, em que a fotografia se coloca como um excelente elemento para discutir a etnografia e as metodologias de pesquisa na antropologia, assim como diferentes escolas teóricas na disciplina. Para o curso os alunos deveriam apresentar uma etnografia visual utilizando no máximo 10 fotos. Este exercício foi repetido no curso por 5 vezes. Alguns resultados foram surpreendentes e gostaria de inclui-los nesta apresentação.

 

 

“Pensar por imagens" com Georges Didi-Huberman: algumas pistas reflexivas
Etienne Samain (GRIP-UNICAMP)

 

Tratar-se-á de explorar o campo das interrelações entre Antropologia, Imagens e Arte, focalizando algumas propostas traçadas por Georges Didi-Huberman em torno do "pensar por imagens". Com ele, abrir novos questionamentos sobre o 'trabalho' das imagens, a 'memória' das imagens, suas sobrevivências e ‘ressurgências' no tempo dos homens.

 
 
Terça-feira 05/11
14h - 16h

Fotografias (des) centralizadas

 

Bairro dos Pimentas: fotografias e biografias na experiência de viver e inventar um bairro
Andréa Barbosa (VISURB/UNIFESP)

 

Esta pesquisa, financiada por meio do auxílio Jovem Pesquisador da FAPESP, objetiva perceber os fluxos das identidades e alteridades criados na relação entre São Paulo e Guarulhos e, mais especificamente, as identidades e alteridades construídas pelos jovens moradores de um bairro “periférico” de Guarulhos – O Bairro dos Pimentas na sua dupla relação com Guarulhos e com São Paulo. Questões como relações identitárias deslizantes e leitura do espaço periférico de forma a significá-lo como centro produtor de cultura e não periferia da produção central são fundamentais nesta pesquisa. O que significa morar nesses bairros situados socialmente e simbolicamente na zona periférica da metrópole em questão? Qual o significado destas fronteiras? Quais as identidades possíveis de serem construídas neste contexto? Todo o processo etnográfico foi realizado com e a partir da produção conjunta de imagens fotográficas, pois para nós, este é uma possibilidade que se abre para a construção do conhecimento antropológico onde podemos tornar visíveis e conscientes certas conexões nem sempre claras. Podemos deixar ver o que não se pode dizer.

 

Cartografia de redes e fluxos: Imagens de moradores de bairros populares de Niterói, RJ.
Ana Lucia Ferraz (Lab /UFF)

 

Pretendo apresentar os resultados parciais de uma investigação mediada pela produção de fotografia e vídeo com moradores de bairros populares, pensando sobre a questão da (in-)visibilidade dos morros, cortiços e outras ocupações urbanas na cidade de Niterói, RJ. Configuro projetos de cidade que se tornam visíveis quando compreendemos as redes de socialidade e estratégias de relações estabelecidas por homens e mulheres que ocupam as ruas do bairro. Acompanhamos a trajetória de alguns indivíduos, moradores do bairro que alternam entre viver na praça e alugar um cômodo pequeno na ocupação. A compreensão das relações que mantém as posições ali estruturadas se configura ao mesmo tempo que a experimentação da linguagem suficiente para transmitir a experiência etnográfica.

 

Notas etnográficas sobre o retrato em uma experiência de produção compartilhada das imagens na Vila Jardim, Porto Alegre, RS.
Fernanda Rechemberg (AVAL/UFAL)

 

Este trabalho apresenta reflexões sobre o retrato fotográfico a partir de dados etnográficos oriundos da pesquisa antropológica intitulada “Imagens e trajetos revelados: estudo antropológico sobre fotografia, memória e a circulação das imagens junto a famílias negras em Porto Alegre, RS” apresentada como tese de doutorado junto ao PPGAS/UFRGS em 2012. A partir de uma ação propositiva de produção de retratos fotográficos individuais e familiares no bairro Vila Jardim no ano de 2010, esta pesquisa proporcionou a investigação de um campo de produção de sentidos no qual o retrato é um campo privilegiado para o estudo da memória e das aspirações ao devir que a pose projeta ao futuro. O retrato, como prática cultural que acolhe as representações de si, é uma dessas “formas de ver” (Grimshaw, 2001) ambíguas, que desafiam as fronteiras entre o documental e o ficcional, embaralhando as subjetividades daquele que fotografa e do que é fotografado. Nesta prática, em que a pose constrói uma imagem convocada, e não capturada (Dubois, 1993; Sontag, 2004) o caráter predatório da fotografia é redimensionado, na medida em que possibilita ao sujeito retratado adicionar algo a si próprio e rever suas diversas aparências (MacDougall, 2006). O reconhecimento da existência de um “código de visualidade” dos sujeitos fotografados (Martins, 2008) proporcionou, nesta pesquisa, um exercício de desvendamento das condições de vida, dos estigmas, da memória e dos laços de pertencimentos, na medida em que estes sujeitos compartilham de uma cultura visual e nela inscrevem suas experiências cotidianas, suas trajetórias biográficas e o “ethos” particular de suas pertenças territoriais, religiosas e étnicas.

 

 
Quarta-feira 06/11
10h-12h

 

Produção de imagens em contextos interculturais
 
Cineastas indígenas: autoria, subjetividade e interculturalidade
Edgar Teodoro da Cunha (NAIP/UNESP)
 

A produção fílmica de autores indígenas tem trazido novidades, no Brasil, quanto aos seus aspectos formais e narrativos. Recentemente, um conjunto de filmes de autores formado no projeto Vídeo nas Aldeias, tem trazido à luz filmes não apenas centrados na construção de um nós coletivo, cultural, marca de boa parte dos filmes de autoria indígena anteriores. Agora trazem sujeitos indígenas construídos nos filmes em suas singularidades, em seu cotidiano, como personalidades que operam dentro de um contexto cultural específico, criando novas possibilidades de leitura e de engajamento a espectadores em contextos interculturais.

 

 
Reflexões sobre o cinema indígena brasileiro e o ciberindigenismo
Paula Morgado (LISA/USP)
 

Partindo de algumas experiências fílmicas indígenas brasileiras recentes, é possível traçar os contornos da circulação de tais imagens na contemporaneidade de uma perspectiva indígena, Em que medida tais produtores indígenas estão se apropriando dos meios acessíveis na Internet para circularem suas produções audiovisuais? Quais dificuldades vem encontrando e que tipo de protagonismo está se configurando?

 

 

Quarta-feira 06/11
14h-16h

 

Imagem e pesquisa social
 
Contribuições imagéticas em três inventários nacionais
Cláudia Turra Magni - (LEPPAIS/UFPel)

 

Desde 2003, difundem-se em todo o Brasil, os Inventários Nacionais de Referências Culturais (INRC), baseados em metodologia criada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), visando o registro e a salvaguarda do patrimônio imaterial da nação. O ponto de convergência deste paper são os desafios, as condições práticas e contribuições heurísticas dos recursos imagéticos empregados em três destes Inventários: o INRC Massacre de Porongos (2004-2007, desenvolvido na UFRGS/Porto Alegre, sob coordenação da Drª. Daisy Barcellos), o INRC Produção de Doces Tradicionais Pelotenses (2006-2008) e do INRC Lidas Campeiras (2011-2013) – ambos coordenados pela Drª Flávia Rieth, na UFPel/Pelotas. A assessoria em imagem e realização dos produtos audiovisuais e visuais desses Inventários integra algumas das experiências desenvolvidas junto ao Laboratório de Ensino, Pesquisa e Produção em Antropologia da Imagem e do Som/LEPPAIS, integrante do Programa de Pós-Graduação e o Bacharelado em Antropologia da Universidade Federal de Pelotas, desde 2008.

 

 

Filme etnográfico e antropologia compartilhada - experiências nas periferias de São Paulo
Rose Satiko Hikiji (GRAVI/USP)

 

Esta comunicação discute experiências recentes de produção audiovisual com base etnográfica com jovens artistas moradores da periferia de São Paulo, Brasil. A produção dos filmes “Cinema de Quebrada”, “Lá do Leste” e “A arte e a rua”, assim como do livro “Lá do Leste – Uma etnografia audiovisual compartilhada”, é analisada tendo por base discussões do campo da antropologia visual e do cinema documental. A proposta de Jean Rouch de uma Antropologia Compartilhada é o ponto de partida destes projetos de realização audiovisual. O acesso às novas tecnologias e às redes sociais na world wide web traz novas possibilidades para este projeto rouchiano, que foram experimentadas nas produções que serão aqui discutidas.

 
 
Quinta-feira 07/11
10h-12

 

Outras paisagens
 

 

Cartografias poéticas de um arquivo de imagem
Fabiana Bruno (Unicamp)

 

Esta comunicação reúne estudos e, sobretudo, interrogações acerca de um arquivo de imagens, a partir do reconhecimento de seu território, atmosfera de sentidos e saberes constituídos essencialmente no campo da antropologia e da poética da imagem. Examinando um arquivo de fotografias de índios Kamayurá, produzido pelo antropólogo e epistemólogo da comunicação, Etienne Samain, no Alto Xingu, entre os anos de 1977 e 1978, e contando com o aporte de autores, em especial de Georges Didi-Huberman, o presente estudo – mediado por experiências metodológicas orquestradas em cinco atos: o precedente, a abertura, a escolha e a devolução da imagem do arquivo ao mundo – lança questões e ousa encontrar ‘chaves’ para o entendimento de uma possível arqueologia do arquivo e suas dobras de tempo, em conexão com a poética humana que aponta para os seus silêncios, saberes e intermitências.

Esta pesquisa desenvolvida no âmbito de um pós-doutoramento pela ECA-USP (Fapesp) e dedica especial atenção ao fomento de um trabalho metodológico com o intuito de oferecer contribuições para o ato de ‘des-cobrir’ um arquivo e desdobrar suas imagens revelando como elas concorrerem, conduzem e constituem-se um saber.

 

Desenho etnográfico: uma experiência de ensino e antropologia.
Karina Kuschnir (LAU/UFRJ)

 

Neste trabalho busco explorar a contribuição do desenho e do ato de desenhar para a produção de conhecimento antropológico. As narrativas imagéticas tem sido parte do trabalho de campo etnográfico desde os seus primórdios. O desenho faz parte desse processo histórico, mas há muito perdeu espaço para o protagonismo dos registros fotográfico e fílmico. Não só os pesquisadores, mas a sociedade em geral deixou de ver o ato de desenhar como parte essencial de um processo de pesquisa, vide o declínio do exercício dessa técnica na trajetória educacional regular. Nesse trabalho, apresento os resultados de uma experiência de ensino chamada Laboratório de Antropologia e Desenho, que propõe o desenho como ferramenta central para a pesquisa etnográfica. Com alunos sem formação prévia na área, apresentamos o ato de desenhar como uma forma de conhecer o mundo. Através de oficinas práticas, as convenções em torno do desenho foram desconstruídas para, em seu lugar, re-encontrarmos novas formas narrativas capazes de evocar graficamente ideias, encontros, diálogos, observações e percepções sobre a vida social. Por meio desses exercícios, tratamos da formação dos pesquisadores aos dispositivos de diálogo e troca com o universo pesquisado, passando pelo processo de registro dos dados e da divulgação dos resultados. A experiência partiu da sala de aula para posteriormente explorar espaços na cidade do Rio de Janeiro, tendo como pano de fundo o desafio de compreender a cidade e os múltiplos pontos de vista que se enfrentam no espaço urbano. Na análise do material produzido, buscamos enfrentar questões centrais para a prática da pesquisa antropológica, explorando as consequências, perguntas e soluções que emergem do ato de desenhar e construir narrativas gráficas no (e sobre o) trabalho de campo.

 

Som e Paisagem Sonora em Pesquisas Etnográficas
Viviane Vedana (BIEV/UFRGS)

 

Esta apresentação vai centrar-se na reflexão sobre o estudo do som e das paisagens sonoras na pesquisa antropológica. Observa-se, ao longo dos últimos 10 anos, um interesse crescente de antropólogos e cientistas sociais em estudar questões como: as relações entre as sonoridades do ambiente e as práticas sociais dos sujeitos; o entendimento da clássica relação entre natureza e cultura a partir da escuta; os jogos da memória e o tema do patrimônio cultural imaterial em termos de paisagens sonoras das cidades, entre diversos outros temas. Sem investir em uma ênfase na dicotomia entre visão e audição – ou na idéia de uma cultura visual que se sobrepõem a uma cultura aural – objetiva-se considerar qual o tratamento dado ao som como fenômeno da experiência antropológica partindo das pesquisas em etnografia sonora realizadas no núcleo de pesquisa Banco de Imagens e Efeitos Visuais. Para tanto, apresentaremos algumas produções sonoras do núcleo, em especial os últimos DVDs interativos produzidos no âmbito do projeto Trabalho e Cidade: estudo antropológico da memória do trabalho na cidade contemporânea.

 
 
Quinta-feira 07/11
14h-16h

 

Imagens e práticas de pesquisa
 
Imagens e Islã: reflexões sobre a produção de imagens em contextos islâmicos
Francirosy Campos Barbosa Ferreira (FFCLRP /USP)

 

A proposta desta comunicação é apresentar algumas reflexões que venho construindo há 15 anos de pesquisa em comunidades islâmicas (árabe, brasileira, africana, turca), quando se trata da produção e análise de imagens. No Islã há restrições ao uso de imagem. Este dado me fez produzir uma dissertação de mestrado no qual as fotografias era o centro da discussão. Qual é o estatuto da fotografia na religião? Depois com a produção dos documentários outras questões foram aparecendo, assim como a produção de um site, blog. Todo este universo imagético foi/é fundamental para o diálogo que venho tendo com a comunidade atualmente. Cabe uma reflexão sobre método etnográfico, sobre antropologia pós-moderna e antropologia compartilhada.

 

Kambô sob a Lente Etnográfica
Silvia A. C. Martins (AVAL/UFAL)

 

Kambô... a vacina do sapo (2009, duração 21’:28”) e Kambô... xamãs urbanos (2012, duração 13’:38”) foram filmes realizados através de dados obtidos durante a realização de uma pesquisa etnográfica sobre xamanismo urbano. Associada às práticas ritualísticas religiosas do uso do enteógeno ayahuasca,  a secreção da rã Phylomedusa bicolor, cuja substância é conhecida como kambô,  é uma prática médica presente em grupos indígenas amazônicos e tem se expandido para contextos urbanos e ayahuasqueiros. Discuto, então, a etnograficidade das imagens fílmicas utilizadas nesses filmes que consistem representações sobre o uso ritual dessa substância (kambô). São filmes etnográficos que contêm abordagens a partir de explicações nativas e sob a perspectiva de práticas e discursos de especialistas urbanos. Assim, significados evocados nessas produções são focalizados viabilizando uma compreensão sobre como essa prática médica xamanística é representada enquanto um tipo de conhecimento de interesse etnográfico.

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